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Rinite Alérgica

Com a chegada da Primavera aumentam as alergias.

O que é a Rinite Alérgica?

A alergia pode apresentar-se como rinite, conjuntivite, asma e alguns tipos de alergia de pele. Os indivíduos que têm alergias não significa que tenham falta de defesas do organismo, muito pelo contrário, é uma defesa exagerada contra agentes que não são potencialmente agressivos ao ser humano.

O doente alérgico não nasce hiperreactivo, mas sim com a capacidade de sensibilizar-se a determinado agente. Ao tornar-se sensível passa a ter uma resposta de defesa a uma substância que antes era tolerada. Ou seja, podemos contactar com determinada substância por muitos anos e desenvolver sintomas apenas mais tarde.

A rinite alérgica pode ser perenial (durante todo o ano) ou sazonal.

A rinite alérgica sazonal (febre dos fenos) é uma reacção alérgica aos pólens de algumas plantas, especialmente de gramíneas e de árvores.

É a doença alérgica mais comum em todo o mundo, afectando anualmente mais de 60 milhões de pessoas. Em Portugal afecta cerca de 15% da população.

A definição de rinite baseia-se essencialmente nos sintomas e na sua duração (intermitente ou persistente), nos factores de qualidade de vida e na gravidade das suas manifestações, consoante a sua influência na vida diária do doente (ligeira ou moderada a grave).

Qual a causa da rinite alérgica?

A Rinite Alérgica é uma inflamação das mucosas, que se torna sintomática a partir do momento em que um alergeno chega ao interior do nariz.

É provocada pelo contacto com alergenos, isto é, são substâncias que podem provocar uma reacção alérgica em indivíduos cujo sistema imunitário as reconhece com perigosas e/ou estranhas. Alguns exemplos mais comuns são o pólen de ervas, de árvores e por esporos de fungos. Também os medicamentos e alguns alimentos podem comportar-se como alergenos em indivíduos sensíveis.

Qual a incidência e a duração da doença?

Pode infectar indivíduos de todas as idades sendo mais comum nas crianças e em adultos jovens entre os 20 e os 30 anos.

Esta doença alérgica pode ser classificada consoante a altura do ano em que aparece (sazonal ou perenial), a duração (intermitente ou persitente), e a gravidade (ligeira ou moderada a grave).

Classificação

Designação

Características

Altura do ano em que ocorre

Sazonal

Primavera e Outono

Perenial

Todo o ano

Duração dos sintomas

Intermitente

Rinite sazonal (duração dos sintomas limitada a uma época)

Persistente

Rinite perenial (sintomas permanecem ao longo de todo o ano)

Gravidade dos sintomas

Ligeira

Não interfere com o sono nem com as actividades diárias

Moderada a grave

Causa perturbações do sono (obstrução nasal) e interfere com as actividades diárias.

Se a manifestação for sazonal (situação esporádica e temporária) trata-se de uma rinite relacionada com os picos de polinização (Primavera), e com o surgimento dos bolores (Outono). Se os sintomas ocorrem todo o ano estamos perante uma rinite perenial e, nesta situação estão envolvidos outros alergenos como os ácaros do pó.

Os indivíduos que são afectados por uma constipação no verão com duração de algumas semanas podem estar com uma rinite alérgica, pois a constipação mantém-se durante 5 a 7 dias e a rinite prevalece enquanto se mantém o contacto com o alergeno.

Quais os sintomas da rinite alérgica?

O sintomas desenvolvem-se devido a uma resposta exagerada do sistema imunitário aos corpos estranhos (alergenos) dos indivíduos susceptíveis. Os sintomas mais comuns são:

  • Rinorreia (Corrimento nasal);
  • Congestão nasal: a congestão nasal severa pode conduzir a dor de cabeça e, ocasionalmente, dor de ouvido. Podem ocorrer infecções secundárias como otites ou sinusite);
  • Sintomas oculares: olhos a lacrimejar e com comichão;
  • Espirros

Nos casos mais severos podem verificar-se os seguintes sintomas:

  • Dificuldade em respirar possivelmente com tosse sugere um ataque de asma. Alguns doentes só têm estes ataques durante a época da febre dos fenos.
  • Dor facial e de ouvido: tal como acontece na gripe e constipação, a rinite alérgica pode complicar-se por uma infecção bacteriana secundária nos ouvidos (otite) ou nos seios perinasais (sinusite).
  • Conjuntivite: esta situação pode complicar-se com uma infecção secundária e, quando isto ocorre, os olhos tornam-se mais dolorosos e vermelhos e a expectoração com cor e purulenta.
  • Quando estão associados sintomas como aperto no peito, dificuldade e diminuição na respiração ou tosse, deve consultar-se o médico. Estes sintomas podem estar na base de um ataque de asma.

Qual o tratamento para a rinite alérgica?

O tratamento envolve 3 vertentes: higiene ambiental (envolve todas as acções que visam diminuir o contacto com o alergeno), tratamento medicamentoso e vacinas anti-alérgicas. Só se recorre as vacinas quando as outras opções falham.

O tratamento com vacinas é longo. Contudo, quando feito correctamente, diminuí a sensibilidade do doente à(s) substância(s) ao(s) qual(is) ele era alérgico.

O alívio dos sintomas deve fazer-se sentir em 5 dias. Se tal não se verificar, deve consultar-se o médico.

Geralmente, o tratamento inicia-se com os anti-histaminicos e o cromoglicato de sódio. Quando estes não conseguem controlar os incómodos sintomas alérgicos pode ser necessário o recurso a sprays nasais de corticosteróides que são bastante eficazes. Se todas estas medidas falham (casos mais severos) pode ser necessário recorrer a terapêutica oral com corticosteróides durante um curto período de tempo (10 dias no máximo).

  • Anti-histaminicos

Os anti-histamínicos são os fármacos mais vulgarmente utilizados para tratar as alergias. São eficazes na redução dos espirros e rinorreia.

Anti-histaminicos

Exemplos

Posologia

Observações

Não sedativos

Cetirizina

Desloratadina

Ebastina

1xdia (à noite)

1xdia (à noite)

1xdia

Causam menos sonolência do que os sedativos

Sedativos

Prometazina

 

Em Portugal só existe em xarope, creme e injectável

O principal efeito lateral é a sonolência.

  • Descongestionantes

Devem ser utilizados para reduzir a congestão nasal. Os descongestionantes tópicos (nasais) não devem ser usados por mais de uma semana pois o seu uso prolongado pode causar o efeito contrário ao pretendido (congestão reboud).

Os doentes hipertensos devem evitar estes medicamentos ou aconselhar-se com o seu médico.

  • Sprays nasais contendo esteróides

A Fluticasona é um anti-inflamatório potente indicado na profilaxia e tratamento da rinite alérgica sazonal, incluindo a febre dos fenos, e na rinite alérgica perene.

A beclometasona apresenta uma acção anti-inflamatória nos pulmões constituindo um tratamento preventivo de base para a asma.

É necessário o uso regular destes produtos (pelo menos durante a época da febre dos fenos) para a obtenção de um benefício máximo. Podem ser utilizados por doentes com mais de 18 anos durante mais de 3 meses.

  • Cromoglicato de sódio

Este fármaco está indicado na rinite alérgica esporádica e rinite alérgica sazonal (febre dos fenos). É utilizado na prevenção dos sintomas e, como tal, a sua utilização não promove um alívio sintomático imediato, e, por isso mesmo, deverá ser utilizado continuamente, mesmo após o desaparecimento dos sintomas, nas situações em que os doentes continuem expostos ao alergeno.

O seu uso deve ser iniciado cerca de uma semana antes do começo da época da febre dos fenos sendo aplicado continuamente durante toda a época.

A Farmácia Linaida aconselha...

Se tem habitualmente rinite alérgica inicie o seu tratamento profiláctico (de prevenção) cerca de uma semana antes da época da febre dos fenos.

Enquanto conduzir deve manter as janelas do carro fechadas bem como o sistema de ventilação para evitar uma concentração elevada de polens no interior do seu veículo.

Se os ácaros e o pó da sua casa forem identificados como alergenos para si, deve limpar a casa regularmente para manter os níveis de pó no mínimo. Os aspiradores de vácuo têm demonstrado bastante eficácia bem como produtos para colocar no saco do aspirador que eliminam os ácaros.

Mantenha o seu quarto arejado e deixe entrar o sol para evitar a formação de bolores (fungos).

Evite factores inespecíficos como as mudanças bruscas de temperatura, frio e humidade do ar, pois também podem ser prejudiciais.

Em todo o caso, o melhor tratamento é a prevenção. Assim, evite o contacto com as substâncias passíveis de lhe causarem alergias.

Responsabilidade Cientifica: Cláudia Gomes

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